AMIGAS DO PEITO

Dra. Kenia
Nepomuceno
Psicóloga

Iniciamos o mês de outubro com a temática do Outubro Rosa, e como as campanhas de prevenção exercem papéis importantes na ajuda da conscientização, diagnóstico precoce e tratamento de questões clínicas como o câncer de mama. Apostar na divulgação da campanha é propor redução nos quadros de mortalidade causados pelo câncer de mama, com grande percentual de predominância
feminino, a campanha também atinge o cuidado com a saúde masculina, que passa por porcentagens normativas de casos nos
homens.
Pensar na prevenção é uma cadeia de recursos necessários, sendo eles de direitos da população, como por exemplo o exame inicial, um exame clínico aparentemente simples, mas de grande eficácia, que havendo detecção de qualquer anormalidade, os recursos vindouros ajudaram na conclusão do quadro médico. Por isso, conhecer seu corpo é muito importante e ir ao ginecologista, acompanhar anualmente sua saúde é primordial, e ter um tempo para si mesma deve ser constante. A recomendação do Ministério da saúde para a população brasileira é que a mamografia seja realizada para rastreamento, não existem sinais ou sintomas em mulheres entre
50 e 69 anos, repetindo a cada ano a renovação do exame. Quando os sintomas aparecem, pode-se perceber um nódulo (fixo, endurecido e, geralmente, indolor) ou espessamento que pareçam diferentes do tecido das mamas, endurecimento da mama, desconforto ou dor em uma única mama que seja persistente, mudanças no mamilo (retração e desvio), secreção espontânea pelo
mamilo, principalmente se for unilateral, pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja, mudança no contorno das mamas (retração ou abaulamento), inversão,
descamação ou ulceração do mamilo, pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço. Para uma melhor percepção das alterações, deve-se realizar o autoexame com a finalidade de conhecer as próprias mamas e detectar as modificações que porventura venham a aparecer. Havendo fatores de risco com: primeira menstruação antes de 12 anos, parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos, primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade (não ter tido filhos), exposição à radiação, terapia de reposição hormonal (principalmente por mais de cinco anos), obesidade, ingestão regular de álcool, sedentarismo, história familiar, entre outros.
Mas para além desse mês, sempre que puder, converse com as mulheres ao seu redor sobre os cuidados que são necessários para prevenir o câncer de mama e mesmo efeitos psicológicos que são advindos com as surpresas que a saúde física pode causar, quando as prevenções necessárias não são realizadas.

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