Editorial: “Brasil, um país jogado às traças?

Welber Moreira

Uma frase que é quase uma constatação: Brasil, um país jogado às traças. Embora aqui, no título, haja uma pergunta, ela é, praticamente, uma afirmação. Isso porque desde que os candidatos aos cargos públicos se definiram, parece que tudo no país parou. O legislativo entrou em campanha (em Minas 63 dos 77 deputados estaduais tentarão reeleição), o Congresso, idem, o presidente pouco aparece e tudo parece ter ficado para 2019. O país, assim, fica à “mercê” do mercado externo, das especulações, das pressões cambiais e dos “tuítes” de Trump.

Enquanto tudo para, a população vai sofrendo. Nada abaixa. Pelo contrário, sobe a patamares astronômicos. Quem quer viajar para fora, ao menos deve ter pago boa parte. Caso contrário, é melhor repensar todo o planejamento. O país não permite que sua população faça planos e, se o faz, deve mudar ou cancelar. Coisas de países “emergentes”, que mais deveriam ser denominados “dependentes”. Apesar de ainda faltarem três meses para o ano acabar, tudo foi empurrado com a barriga para 2019. E os eleitos que se virem para segurar a bomba que pode estourar por lá.

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