ESCRITOR PARTICIPA DE CULTURA NA CÂMARA E RECEBE CIDADANIA HONORÁRIA DE CONTAGEM

O projeto Cultura na Câmara – que traz ao Legislativo de Contagem atrações culturais e artísticas toda primeira terça-feira de cada mês – recebeu nesta semana o escritor e jornalista Carlos Lúcio Gontijo, que expôs, autografou e doou livros de sua autoria para o público antes da reunião ordinária. Sua visita também teve outro motivo especial: o escritor recebeu o título de Cidadania Honorária de Contagem, dando cumprimento à Resolução 021/2007, pelos relevantes serviços prestados ao município.

Membro da Academia de Letras do Brasil-Mariana, Carlos Lúcio integra a entidade cultural internacional Poetas del Mundo e é membro da Academia Santantoniense de Letras e da Academia de Letras de Teófilo Otoni. Ele trabalhou em vários jornais de Minas Gerais, além de ter recebido diversos prêmios e homenagens em sua trajetória como escritor e jornalista.

Ele recebeu das mãos do presidente da Câmara, vereador Daniel Carvalho (PV), o certificado de participação no Cultura na Câmara, por “representar muito para a sociedade, mostrando ser um exemplo de cidadão, promovendo diariamente a educação”. E, logo em seguida, o título de Cidadania Honorária de Contagem foi entregue pelo vereador Arnaldo de Oliveira (PTB), autor da resolução.

Emocionado, Carlos Lúcio agradeceu pela oportunidade de mostrar seu trabalho e por ser homenageado com a honraria . “Tenho 67 anos, e ganhar um novo berço de presente é uma glória. Tenho adoração por Contagem, aqui criei meus filhos, aqui estão minhas netas e aqui está grande parte de mim mesmo. Ter um berço novo é uma questão de honra e humildade; o sol, com todo seu esplendor, precisa do horizonte, que é seu berço, para nascer; e eu humildemente ganho hoje um novo berço”.

O jornalista aproveitou para justificar a grande lacuna entre a aprovação e o recebimento do título. “Agradeço demais ao vereador Arnaldo de Oliveira por ter guardado este meu berço por tantos anos. Na realidade, em 2007, não vim recebê-lo porque, na época, o meu jornal Diário da Tarde foi extinto e foi uma das coisas mais tristes que eu já vi acontecer em nossa região. Ele foi fundado em 14 de fevereiro de 1931 e, pelo fato de termos tantos problemas de cultura, perder um jornal é perder uma face da história, é perder a nós mesmos”, destacou.

Por fim, como agradecimento, o homenageado entregou um quadro com dois poemas de sua autoria ao vereador Arnaldo de Oliveira e seu livro “Desmemória de Horizonte” para ele e os demais parlamentares.

Fotos: Samuel Junio Tomaz

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