Segundo dados do Ministério da Saúde, ao todo 17 profissionais terão que abandonar seus postos de trabalho nas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e nas unidades tradicionais de atendimento das cidades – número que representa 1/5 de todos os médicos atualmente empregados pelos municípios.
O governo de Cuba informou no dia 14 de novembro que decidiu sair do programa social Mais Médicos, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) à presença dos médicos cubanos no Brasil.
O país caribenho envia profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde desde 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) criou o programa para atender regiões carentes sem
cobertura médica.
O comunicado não diz a data em que os médicos cubanos deixarão de trabalhar no programa. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) disse apenas que foi comunicada da decisão, sem dar
mais detalhes.
Nesta quinta-feira (15), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou uma nota informando que a saída de cubanos do programa afetará mais de 28 milhões de pessoas em todo o país. Ao todo, 8.332 vagas serão deixadas em aberto pelo país.
Minas Gerais perderá 596 médicos com o fim do programa social “Mais Médicos”. Segundo dados do Ministério da Saúde, eles são responsáveis pelo atendimento em 283 dos 853 municípios do Estado.
Expulsão pelo Revalida Em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de
governo.

Participação de brasileiros formados no Brasil
aumentou 38% entre 2016 e 2017, de acordo com
o Ministério da Saúde.

Programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil
municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas
(DSEI).
Atende cerca de 63 milhões de brasileiros, de
acordo com o Ministério da Saúde.

Participação de cubanos no programa tinha sido
renovada no início deste ano por mais cinco anos.
Levantamento do governo divulgado em 2016
apontou que o programa é responsável por 48% das
equipes de Atenção Básica em municípios com até
10 mil habitantes.

Em 1.100 municípios atendidos pelo programa,
o “Mais Médicos” representava 100% da cobertura
de Atenção Básica, de acordo com dados divulgados
em 2016.

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