Consumo de livros digitais aumenta na pandemia; veja quais foram os mais lidos

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Segundo a Nielsen Bookscan, de março a maio de 2020, houve um aumento de 154% no consumo de livros digitais de não-ficção
A pandemia acelerou a adesão dos brasileiros por livros digitais, o que já era tendência em outros países. De março a maio de 2020, houve um aumento de 154% no consumo de livros digitais de não-ficção e, de junho a agosto, 227% de nas vendas de e-books infantis e juvenis. Os dados são da Nielsen Bookscan, que realiza o monitoramento de vendas de livros em mais de 10 países, incluindo o Brasil. Um aplicativo que condensa livros que podem ser lidos ou ouvidos cresceu 66% no número de usuários e foram 2 milhões de leituras no primeiro ano de pandemia.
Esse crescimento, registrado pelo aplicativo 12min, que disponibiliza um acervo de mais de 2 mil obras de não-ficção em três idiomas (português, inglês e espanhol), também fez a empresa lançar mais de 800 obras resumidas desde o início do ano passado. “Além dos microbooks em texto, também oferecemos em formato de áudio, o que facilita muitos usuários que têm menos tempo. O principal diferencial dos audiobooks é a experiência de mãos livres. Com o audiobook, a pessoa pode estar no carro, fazendo uma atividade física, por exemplo, e vai poder ouvir, aprender e se autodesenvolver. Já com livros, sejam físicos ou online, é preciso parar e dar uma atenção total”, explica Guilherme Mendes, CEO da empresa.
Os microbooks disponíveis no 12min são divididos em categorias, como negócios, marketing, liderança, biografias, entre outros. “Notamos uma procura na busca por conteúdos de autoajuda e desenvolvimento pessoal, o que reflete totalmente no impacto que a pandemia gerou em todos nós. Queremos oferecer não só entretenimento, mas também autoconhecimento, aproveitando o tempo livre que mais pessoas estão tendo em casa”, afirma Mendes.
Outro ponto notado pela equipe do aplicativo é que muitos usuários não tinham o hábito da leitura e começaram a introduzir nas suas rotinas após terem consumido os resumos do 12min. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, entre outubro de 2019 e janeiro de 2020, apenas 52% dos brasileiros realizavam leituras. A média de livros inteiros lidos em um ano é de 4,2 livros por pessoa. “Temos muitos relatos que as pessoas acabaram comprando livros físicos para ler logo após terem consumido nossos conteúdos. E esse é o nosso maior objetivo: estimular a leitura e o autoconhecimento”, conclui Mendes.
Os microbooks mais lidos em 2020 no app 12min:
• O Poder do Hábito, de Charles Duhigg
• Os Segredos da Mente Milionária, T. Harv Eker
• Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie
• Mindset, de Carol Dweck
• Pai Rico Pai Pobre, de Robert Kiyosaki e Sharon L. Lechter
• A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, de Mark Manson
• Steve Jobs, de Walter Isaacson
• As Armas da Persuasão, de Robert Cialdini
• Quem Mexeu no Meu Queijo?, de Spencer Johnson
• A Arte da Guerra, de Sun Tzu

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