Emissão Especial Fauna Brasileira – Anuros é tema do 13º selo postal deste ano

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Os Correios lançam, nesta quarta-feira (22), o 13º selo de 2021: a Emissão Especial Fauna Brasileira – Anuros. O tema foi um dos oito eleitos e aprovados pela 118ª Comissão Filatélica Nacional (CFN), sendo homologado pelo Ministério das Comunicações, com base nas sugestões populares inseridas no sistema “Sua Ideia Pode Virar Selo”.

Esta emissão é uma parceria entre os Correios e o Museu do Cerrado, e reflete o interesse da sociedade, preocupada com a biodiversidade, a ecologia e a riqueza da fauna brasileira. Dessa forma, esta é uma peça inédita, a primeira em que todos os selos são representados por anuros (sapos, pererecas ou rãs) e, também, a que eles são os protagonistas.

Anuros são anfíbios vertebrados com a maior riqueza de espécies no mundo, possuindo cerca de 8.328 tipos, divididas em três ordens: Anura, com 7.347 espécies (Sapos, Pererecas e Rãs); Caudata, com 767 espécies (Salamandras); e Gymnophiona, com 213 espécies (Cecílias).

O Brasil é considerado um país megadiverso, além de ser detentor da maior variedade de espécies de anfíbios do mundo, com cerca de 1.136, sendo os anuros o grupo mais bem representado (com 1.093 espécies), dividido em 20 famílias e 105 gêneros; seguido pelo das Cecílias, com 38 espécies, separados em quatro famílias e 12 gêneros; e, por fim, as Salamandras, com cinco espécies de uma única família.

O objetivo dessa emissão é trabalhar a diversidade dos anfíbios anuros do Brasil. Esses animais são conhecidos, principalmente, por representarem a transição entre a vida aquática e a terrestre, já que possuem um ciclo de vida complexo, passando por três estágios. São eles: a) Girino – Nessa fase os animais possuem cauda e a maioria das espécies vive 100% do tempo dentro da água, se alimentando e crescendo até a próxima etapa; b) Imago – Momento de transição entre o girino e a fase adulta; aqui o animal já reabsorveu a cauda, ou seja, a cauda já sumiu e é hora de pular fora da água, mas ainda precisando estar em um lugar úmido; c) Adulto – O último estágio é a etapa em que os organismos já estão aptos a se reproduzirem e possuem todas as características finais de sua espécie, já sem caudas e podendo ficar em ambientes menos úmidos.

Emissão – A folha, composta por 20 selos, possui um recorte na lateral, que simula o mapa do Brasil, e aplicação do verniz nos selos, o que confere textura diferenciada. Os selos trazem as imagens dos Anuros de cinco espécies: Boana buriti, Pithecopus oreades, Ameerega flavopicta, Osteocephalus taurinus e Pithecopus hypochondrialis.

Ameerega flavopicta (Lutz, 1925)
Classificação: Amphibia, Anura, Dendrobatidae
Nome popular: Sapinho-flecha.
Essa espécie é facilmente reconhecida pelas cores chamativas. Esse sapinho era considerado endêmico do bioma Cerrado, mas já foi registrado até nas matas de Minas Gerais e São Paulo.

Boana buriti (Caramaschi and Cruz, 1999)
Classificação: Amphibia, Anura, Hylidae
Nome popular: Perereca-de-pijamas.
Espécie carismática, a Perereca-de-pijama recebe esse nome por possuir linhas nas costas e nas laterais do corpo que figurativamente lembram um pijama. O nome Boana buriti faz alusão ao local onde ela foi descoberta, Buritis (MG). Até hoje ela só foi registrada em outros dois lugares, Paracatu (MG) e Brasília (DF).

Osteocephalus taurinus Steindachner, 1862
Classificação: Amphibia, Anura, Hylidae
Nome popular: Perereca.
Essa perereca é considerada de porte grande e possui dedos longos e grudentos, que a ajudam a escalar árvores, sendo encontrada principalmente na região Amazônica; também há registros mais ao centro do Brasil.
Pithecopus hypochondrialis (Daudin, 1800)
Classificação: Amphibia, Anura, Phyllomedusidae
Nome popular: Perereca-macaco.
Uma representante da “fofofauna” de anfíbios, a perereca-macaco é uma espécie de ampla distribuição, sendo encontrada desde Rondônia até Santa Catarina. Possui essa coloração chamativa na parte lateral do corpo e nas coxas justamente para indicar perigo aos predadores ou também para se comunicar com outros indivíduos de sua espécie. Pithecopus oreades (Brandão, 2002)
Classificação: Amphibia, Anura, Phyllomedusidae Nome popular: Perereca-macaco.
Espécie endêmica do bioma Cerrado, possui seu nome Oreades faz referência às ninfas da montanha segundo a mitologia grega, pois essa espécie ocorre principalmente em córregos temporários e de altitude.
Com fotos do biólogo Bruno Corrêa e arte finalização dos Correios, os selos têm valor facial de R$ 2,10, tiragem de 400 mil exemplares e estarão disponíveis para venda na loja virtual e nas principais agências dos Correios.   
 

Assessoria de Imprensa

Superintendência de Minas Gerais 

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