A CORRIDA DE RUA

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Flavio Lopes
Educador Físico

Embora exista uma enorme tradição do futebol no nosso país, a modalidade que lidera a preferência dos brasileiros na hora de praticá-la está com a caminhada e a corrida.
Uma pesquisa recente consultou 10.800 pessoas, de 8 a 84 anos de ambos os sexos e de todas as classes sociais para saber qual a modalidade mais praticada no Brasil.
Responderam caminhada/corrida, 33% das pessoas, liderando a pesquisa, enquanto o futebol ficou em segundo lugar, com 26%.
Os praticantes de academia foram responsáveis por 21% das respostas.
Talvez este resultado esteja ligado à facilidade de execução da caminhada/corrida. Teoricamente, basta um tênis (embora nem todos usem o adequado) e uma praça ou rua para caminhar/correr.
Mas na prática é um pouco diferente. Principalmente para quem pratica corrida.
Quando corremos, o impacto nas articulações, sempre que o pé toca o solo, é cerca de três vezes o peso do nosso corpo.
Imagine uma pessoa que pesa 100 kg correndo. Cada vez que ela toca o pé no solo, está gerando um impacto de 300 kg nas articulações (principalmente tornozelo, joelho e quadril).
Se esta pessoa não estiver com os músculos e articulações preparados para suportar tal impacto, acaba lesionando.
O que fazer então para correr e diminuir o risco de lesão?
A resposta é simples: adaptação e evolução gradativa.
Costumo comparar o treinamento de corrida com um processo de alfabetização.
Quando a criança chega à escola, ela vai primeiro aprender o nome das letras, depois vai formar sílabas, palavras e frases. Até que consegue fazer uma redação. O processo é gradativo.
Na corrida é a mesma coisa. Ninguém começa correndo 10 km. Tem primeiro que passar pelo processo de adaptação. Principalmente os sedentários. É importante fazer exercícios de fortalecimento para prevenir lesões e começar aos poucos, intercalando caminhada com corrida. Gradativamente,
diminui-se o tempo de caminhada e aumenta-se o tempo de corrida.
Se você pretende começar a correr ou já corre e quer saber como evoluir, procure a orientação de um profissional de Educação Física. Este estará apto a lhe orientar para que faça a atividade de forma mais segura.

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