A SÍNDROME DE GABRIELA

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Dra. Kenia Nepomuceno
Psicóloga

Você deve estar se perguntando que título mais estranho e o que ele tem a ver com a psicologia? Pois então, esse título é uma verdade ainda em nosso
cotidiano, você deve se recordar que em 1975, foi exibido uma novela e a principal personagem da novela chamava Gabriela e a música da personagem, cantada por Gal Gosta, por exemplo, diz: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou
ser sempre assim…
Gabriela…sempre Gabriela”, permeando um contexto de total resistência a mudanças.
E não é diferente na vida real existem muitas pessoas com pensamentos, enraizados, cristalizados que não permitem o novo chegar, considerando que
a síndrome é o conjunto de sintomas como medo do novo, baixa autoestima, autoconfiança defasada, falta de autoconhecimento, sabendo pouco sobre suas potencialidades, isso corrobora o fato de ser considerado uma defasagem comportamental, sendo que quem age desta forma, não prejudica somente a si, mas quem o rodeia.
Um local com maior facilidade de perceber estes comportamentos ou essa síndrome é no mercado de trabalho, geralmente funcionários mais antigos
de empresa, quando colocados em novos contextos ou gerenciamentos indagam a mudança com argumentos do tipo: “ sempre fizemos assim”, “ mudar os jogadores, nesta altura do campeonato”, olha… eu sou assim, e não vou mudar, nasci assim!
Para “barrar” a síndrome, é preciso fazer uma autoanálise que permita conhecer seus pontos fortes e os que precisam ser melhorados. Após esse exercício, sinta o desconforto de todos os aspectos que te limitam. Afinal, qualquer mudança começa com o desconforto. Permita-se mudar crenças e comportamentos limitantes, refletindo diretamente na maneira como você lida com as pessoas que fazem parte do seu dia a dia. Tudo na vida é mutável e sempre é possível melhorar, basta encontrar um novo direcionamento e se reinventa.

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