Amamente, mamãe!

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Com o objetivo de reforçar a importância do leite materno para o desenvolvimento e a proteção da criança, o Brasil e mais de 150 países comemoram a Semana Mundial da Amamentação nesse mês. Celebrada entre os dias 1 e 7 de agosto, a campanha deste ano, que aconteceu sob o slogan “Amamentação é a base da vida”, buscou conscientizar a população sobre os benefícios para a saúde da criança e da mulher.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta e protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E para a mulher, pesquisas indicam que o ato de amamentar atua diminuindo as chances de desenvolvimento dos cânceres de mama e de ovário.

Jéssica Damasceno Zeferino é mãe da pequena Valentina, que nasceu no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a maternidade de Contagem, em 20 de fevereiro de 2017. Jéssica foi doadora por cerca de seis meses do Rota do Leite, iniciativa do município que coleta o leite humano oriundo de doações e o encaminha para a pasteurização no Banco de Leite da cidade de Betim. E mais: ela não só se tornou doadora do Rota do Leite, seguindo os passos da mãe e da avó, que segundo ela própria foram amas de leite, mas também se tornou a madrinha da campanha em favor da amamentação promovido pela Prefeitura de Contagem em 2017.

Hoje, um ano e cinco meses após o nascimento de Valentina, embora não participe mais do Rota do Leite, Jéssica conta que segue firme com a amamentação da filhota. “Eu trabalho e estudo e passo muitas horas do dia longe de casa. Mas, depois do trabalho e antes da faculdade, eu ainda a amamento, e também antes de dormir. É até hoje um momento único com a Valentina”, relata a mãe.

Jéssica está certíssima: o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados até os dois primeiros anos de vida ou mais, sendo o leite materno o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida. Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o

Um alerta sobre “amamentação cruzada”

A presidente do Comitê de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, chama a atenção para o fato de que a prática de amamentar filhos de outras mulheres, atualmente conhecida como “amamentação cruzada”, pode trazer riscos à criança, uma vez que o leite materno pode transmitir infecções como o HIV. “As amas de leite eram figuras muito comuns antigamente. Mas, hoje, sabe-se que essa prática pode trazer riscos. A recomendação é de que as mães procurem o posto de coleta de leite humano do CMI para se informar sobre doação de leite humano”, ressalta a técnica.

 

 

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