BIENAL DE CONTAGEM, JÁ É HISTÓRICA

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Ailson Leite
Historiador

Com 80% de atrações negras, a 3ª bienal do livro de Contagem, aconteceu de forma sensacional e histórica nos dias 08, 09 e 10 de novembro, na praça da Jaboticaba no centro de Contagem. O idealizador e curador do evento Rafael Mansur, merece todos os elogios, já que conseguiu driblar
com maestria as adversidades que poderiam, mas em momento algum, ofuscaram o evento que segundo a educadora transexual Duda Salabert, “Fez
história em Contagem, no Brasil, quiçá na América Latina”, se referindo a programação de 80% negra e uma equipe de 26 pessoas transexuais, travestis e transgêneros, trabalhando no evento.
Tendo como homenageada a escritora mineira Conceição Evaristo, que é uma diva, dentre os 150 convidados, tivemos a presença de Anielle Franco (Irmã de Marielle Franco, vereadora fluminense, assassinada em 2018), Mirian Leitão, Rita Cadilac, o Rapper Rico Dalasan, a deputada federal Áurea Carolina, a escritora Cidinha da Silva, a rainha Elza Soares, dentre muitos outros que fizeram o sucesso do evento.
Muitos coletivos, aproveitaram o espaço para se manifestarem, apresentando por exemplo uma placa de salve o cine teatro Tony Vieira, de Contagem (Coletivo Conectando a Cidade), outros panfletando e distribuindo adesivos (Coletivo a Nossa Voz), mas com respeito as rodas de conversa, respeito ao circuito literário e a bienal.
É muito importante a representatividade que o Rafael Mansur, idealizou para a bienal de 2019, trazer o povo negro ao poder de fala, em um momento
tão instável no Brasil, faz com que mais e mais pessoas, possam de alguma forma se sentir representadas na sociedade, e sendo em um evento literário, dá ainda mais prazer a quem assiste.
E por fim, a III Bienal do Livro de Contagem, finalizou com o bate papo entre o Curador Rafael Mansur e a Rainha Elza Soares, que foi um presente ao povo de Contagem, que deixou uma reflexão que vale a pena sempre pensar em muitos aspectos “temos que incomodar, até vencermos”, seja na vida,
nos nossos objetivos, na busca por espaço, na redução pelas desigualdades. Agora vamos aguardar o que vem na bienal de 2021… até lá!
Viva o nosso povo e Cola com a gente!

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