CONSCIÊNCIA NEGRA: DESENVOLVER A CONSCIÊNCIA HUMANA UMA LUTA DIÁRIA PARA SER ALCANÇADA

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Sérgio Arcanjo
Advogado

O dia 20 de novembro foi instituído no calendário nacional por meio da lei 12.519 de 2011 como o Dia Nacional de Zumbi e dia da Consciência Negra. A data foi escolhida em homenagem ao dia do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares.
Desde o século XIX no Brasil, os movimentos negros lutam contra o preconceito de raça e em favor da igualdade social entre pretos e brancos.
Apesar de extinta há mais de um século, a escravidão deixou sequelas sociais que perpetuam a exclusão de pessoas pela cor da pele até os dias atuais.
No nosso país, embora não haja um sistema de segregação institucional, o racismo impõe uma exclusão de modo velado.
A fim de tentar garantir para a população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica, em 2010 foi sancionada a Lei 12.288, para instituir o Estatuto da Igualdade Racial.
É fato que algumas ações vêm sendo realizadas nos últimos anos com o objetivo de garantir a ascensão de direitos dos negros ao mesmo patamar dos direitos dos brancos.
Contudo, essas ações têm se mostrado insuficientes, visto que o racismo ainda é um tema evitado nos ambientes sociais, e por vezes a importância do debate é desprezada. Além disso, os ambientes acadêmicos como as escolas, mantêm uma abordagem histórica que não valoriza a cultura negra.
Nos último anos há uma tendência mundial dos países que foram colonizados se desvencilharem das
ideias coloniais e passarem a uma análise, para conhecimento e valorização da própria cultural, o que
é denominado decolonialidade ou descolonialidade por alguns estudiosos.
O conhecimento da história de seu povo é uma das formas mais eficazes de ascender os direitos raciais ao patamar de igualdade entre negros e brancos. É importante que brancos e negros saibam que as pessoas da raça preta não nasceram escravas.

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