Diário de uma Comerciante – Microempresária

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Por Kátia Bordoni

Iniciamos o ano de 2020 energizados pelos sinais positivos da economia que apontavam para uma recuperação geral do País.. Assim, como muitos outros comerciantes brasileiros, planejamos investimentos e novas contratações de pessoal, e estávamos nos preparando para a retomada econômica tão esperada.

Vieram as chuvas de janeiro, onde o foco passou a ser o de amparar o próximo que naquele momento se encontrava em situação de vulnerabilidade.

Assim, lembrando o ditado de que o País começa a caminhar somente após o carnaval, estávamos a postos para executar o planejamento 2020.

Oba! Chegou Março. Agora vai! No entanto, surpreendidos fomos, assim como o mundo, com um tal “Coronavírus”.

Paralisamos as atividades, concedemos férias, reduzimos jornada de trabalho, e já são mais de 3 meses, pagando aluguel, salário, custos fixos, em um esforço imenso no sentido de priorizar a vida, a sobrevivência dos nossos colaboradores e seus familiares, bem como a saúde financeira das empresas.

Por mais fortes que sejamos, a energia se esgota quando observamos o crescimento das estatísticas da COVID-19, apesar dos esforços de muitos.

Voltamos hoje (29/06), em Contagem, à estaca zero da flexibilização.

Para entender o fenômeno do crescimento da estatística, fui a algumas regionais do nosso município neste domingo. Pasmem! Parecia um feriado prolongado, já que amanhã o comércio estará fechado. Será possível que precisaremos sacrificar mais vidas, mais empregos, para entender?

Receber auxílio do Governo Federal, no valor de R$600,00, é suficiente por mais 2, 3, 4 meses? Precisamos ter responsabilidade para possibilitar a volta dass atividades produtivas, da atividade autônoma, do vendedor de frutas, de picolé, os alunos na escola, os cursos profissionalizantes, enfim, outros países já estão em nova fase, retomando aos poucos suas atividades. Claro que digo, voltar com segurança para todos nós, a pandemia tem que cessar, e isso depende do nosso comportamento.

Até quando, nós microempresários, conseguiremos poupar nossos colaboradores das estatísticas?
Até quando nossas empresas suportarão tamanho sacrifício?
Até quando nossos colaboradores terão saúde mental para enfrentarem essa pandemia?

Depende de mim, de Você, de todos nós. Cada um fazendo a sua parte. “Ficar em Casa” é ficar em casa, não é hora de soltar pipa, jogar futebol, fazer o famoso churrasco gerando aglomeração, e se for preciso sair, use máscara cobrindo o nariz e a boca e não o pescoço ou dentro da bolsa.

Nossa atitude de hoje, definirá o dia de amanhã.

Diretoria – Grupo Aquarela Megastore

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