Eleições e emoções

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O ano de 2020 ficará registrado na história brasileira por trazer à sociedade um momento que só vivenciamos periodicamente, após intervalo de anos. Não! Não estou falando da pandemia… Achou que eu estivesse? Estamos bem mergulhados nesse assunto, né?

Estou falando de outro evento importante para a nossa sociedade e que não o vivenciamos como estamos habituados, justamente por causa da pandemia. É o momento da democracia. Fomos convocados às urnas para eleger nossos representantes políticos municipais para os próximos quatro anos.

O que devemos considerar no momento de escolher um representante para o governo? As nossas emoções fazem parte desse momento?

Há quem diga que devemos ser racionais nesse momento. Dizem que a emoção pode ser uma influência negativa e até destrutiva na tomada de decisões. Ao alegar isso, afirma-se que razão é oposto de emoção. Mas não é, estão entrelaçadas. E, no momento em que a razão é chamada, é a emoção quem chega antes. Não temos controle sobre isso: é neurológico.

Quando nos colocamos na função de eleitores são duas emoções principais que atuam: o entusiasmo (que nos faz ter preferências imediatas por algum candidato) e a ansiedade (que é um sentimento de vigilância, nos faz ter dúvidas e adiar a decisão).

É quase impossível que nossas emoções fiquem de fora de um momento como esse. É o nosso futuro, o dos nossos filhos, o da nossa família. Com o passar do tempo, corremos o risco de esquecer qual é o papel desses representantes. Se considerarmos toda a disputa, as ideologias e as falácias podemos mesmo acreditar que o objetivo das eleições é dar poder para quem nós gostamos ou tirar o poder de quem não gostamos. Mas não é bem por aí.

Os representantes municipais são aqueles que estão mais perto das pessoas e, portanto, são mais conhecedores das necessidades mais imediatas da população. Eles têm o papel de implantar políticas públicas para sanar essas faltas. Se estivermos atentos e sensibilizados às necessidades da nossa comunidade e da nossa família temos maiores chances de exercer sabiamente o nosso direito de escolha. É aí que as nossas emoções se tornam importantes, caminhando juntamente com a nossa racionalidade.

A escolha foi feita. Que possamos colher bons frutos das nossas decisões e sermos conscientes da importância do nosso voto.

Meu nome é Samantha Alves, sou psicóloga e amo reflexões sobre a vida, os sentimentos e os relacionamentos. O propósito do meu trabalho é contribuir para que as pessoas encontrem sentido em suas vidas apesar das dores emocionais.

Samantha Alves Pereira de Souza

Psicóloga Clínica e Organizacional

CRP 04/54059

(31) 98543-5300

samantha.psi@yahoo.com

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