Hidroxicloroquina e Cloroquina: médica faz alerta sobre a automedicação

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Medicamento divulgado como opção de tratamento contra a Covid-19 ainda está em estudo e pode causar riscos quando utilizado sem prescrição médica

Nos últimos dias, o surto da Covid-19 pelo mundo tem preocupado especialistas por diversos motivos. Além da doença em si, informações equivocadas compartilhadas nas redes sociais estão aumentando o índice de automedicação entre os brasileiros. Diversas farmácias viram o estoque da Cloroquina e da Hidroxicloroquina acabarem após boato de que tais medicamentos supostamente poderiam tratar de forma eficaz todos os casos do novo coronavírus.

O fato é que esses remédios, na realidade, ainda passam por testes em relação à Covid-19 e ainda não foi liberado para todas as manifestações da infecção pelo  coronavírus. O problema é que, devido aos boatos compartilhados, muita gente tem feito uso do medicamento como forma de prevenção e essa atitude pode representar risco à saúde.

Automedicação volta a ser alerta nacional

A médica dra Flávia Nascimento, que atua na área da reumatologia e dor, explica que a automedicação é algo extremamente perigoso. “É um risco para qualquer tipo de remédio. Afinal, cada pessoa possui um organismo específico e uma causa para qualquer doença. Portanto, apenas um médico terá o conhecimento necessário e os equipamentos para avaliar caso a caso e indicar o tratamento mais adequado”, esclarece.

No caso da Cloroquina e Hidroxicloroquina (derivado menos tóxico da cloroquina), dra Flávia orienta que esses medicamentos são utilizados na reumatologia para tratar doenças crônicas como artrite reumatoide e o lúpus. “Por ser um remédio considerado ‘forte’, ele deve ser usado apenas para casos em que possui eficácia comprovada cientificamente”, diz.

Quanto ao tratamento para a Covid-19, a médica faz o alerta: “Enquanto não houver mais estudos, o medicamento não deve ser utilizado para essa finalidade de forma aleatória. Todos os testes para tratar o novo coronavírus já estão sendo feitos, mas ainda não foi encontrada uma cura ou vacina para impedir a doença. Portanto, a melhor forma de combate-la é com a prevenção e, caso seja acometido pelo problema, siga as orientações básicas. E, para evitar que a doença se espalhe, apenas procure um médico caso os sintomas se tornem mais graves. Somente o especialista pode realizar a avaliação e indicar quais medicamentos devem ser utilizados em cada caso”, finaliza.

Fonte: Flávia Nascimento, médica da área de reumatologia e dor. Formada em Reumatologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e pós graduanda em dor pelo Einstein. Atua na área há 7 anos.

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