Mais de 30 mil locais visitados e 80 toneladas recolhidas

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Agentes de Combate às Endemias (ACES) continuam trabalho de alertar a população sobre os riscos do mosquito Aedes aegypti

Na última semana, a casa da moradora Carla Aparecida Gonçalves, 39 anos, no bairro Perobas, na região Sede, recebeu a visita da equipe do programa FaxiNação. No local, os agentes encontraram papelão, caixotes, vasilhames e pneus, com focos do mosquito. “Aqui podemos ver a larva do mosquito. É uma área com grande acúmulo de material. Vamos orientá-los para que limpem todo o local”, informou a supervisora da equipe, Imaculada da Conceição Aguiar Morais.

Foram inspecionados os recipientes espalhados pelo quintal em busca daqueles que podem acumular água. “É fundamental lembrar para quem tem animais domésticos de trocar a água diariamente, lavando as vasilhas principalmente nas bordas, pois é onde a fêmea do mosquito deposita os ovos”, alertou Imaculada à moradora. De acordo com o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) 80 % dos focos do mosquito estão dentro de casa.

“Eles estão fazendo um trabalho importante de conscientização da população. Ano passado tive dengue e o médico me disse que foi um milagre eu ter ficado boa. Não quero repetir essa experiência terrível. Vamos arrumar aqui para evitar o mosquito”, afirmou Carla, após a orientação recebida da equipe de agentes.

Desde o início do programa Faxinação, que atende a um cronograma, já foram realizadas 36.213 visitas, sendo recolhidas 80 toneladas de entulhos e outros objetos que podem se tornar focos do Aedes aegypti.

Zoonoses

Paralelo ao programa FaxinAÇÃO, a prefeitura conta com 243 profissionais, entre ACE’s e supervisores, em sua equipe de Controle de Zoonoses. Eles realizam 30 mil visitas semanais a casas e empresas nos oito distritos sanitários de Contagem.

As visitas dos agentes para tratamento focal são realizadas em seis ciclos durante o ano, com periodicidade de dois meses, em imóveis que não apresentam risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, e a cada 15 dias em locais com maior risco de infestação. Contagem tem ao todo 260 mil imóveis, entre casas e lotes vagos, que recebem a visita dos ACEs para o tratamento focal. Para este ano, a expectativa é que sejam realizadas 1,300 (um milhão e trezentas mil visitas).

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o ideal é que 80% do município receba a cobertura das visitas dos agentes. Caso você queira denunciar possíveis locais com focos do mosquito ligue para 0800-283-1225.

Dicas rápidas para manter a casa livre do mosquito

– Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água nas mesmas;

– Lembre-se de manter a casa limpa e sem água parada para evitar possíveis criadouros. Jogue fora pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água;

– Dê atenção especial ao armazenamento e destinação do lixo. Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos. Latas, caixas de leite e similares, é recomendável retirar o fundo para descartar;

– Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos; a água deve ser trocada diariamente;

– Mantenha piscinas devidamente tratadas;

– Cuidados extras para reservatórios de água; caixas de água devem estar bem tampadas e vedadas. Se optar em armazenar água das chuvas, é importante que tampe bem os recipientes.

– A água sanitária também poder ser utilizada para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti. Mas é importante lembrar que ela não pode ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais. O tratamento deve ser repetido, semanalmente, de preferência em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva.

Em caso de focos do mosquito Aedes aegypti denuncie.

Telefones dos distritos

Eldorado: 3392-2211

Industrial: 3363-8880

Nacional: 3354-4680

Ressaca: 3354-6386

Riacho: 3353-2000

Sede: 3911-4442

Petrolândia: 3397-6144

Vargem das Flores: 3352-5165

Foto: Adélcio R. Barbosa

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