Mestre Conga é homenageado com o lançamento do álbum AFRO, de Douglas Felipe

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De Los Angeles, o músico multi-instrumentista, arranjador e compositor lança disco independente com ritmos afro-brasileiros em tributo ao tio, ícone do samba mineiro

Foi na Escola de Samba Inconfidência Mineira, em Belo Horizonte, onde Douglas Felipe nasceu e cresceu. E foi nela que recebeu do compositor e sambista Mestre Conga suas primeiras influências musicais. Na última terça-feira, (02), data em que Minas Gerais celebrou o 94º aniversário do seu “Cidadão do Samba”, o sobrinho músico o homenageou com o lançamento do seu primeiro álbum autoral: AFRO.

Com 11 faixas, Douglas traz em sua estética a valorização da cultura brasileira e sua essência ancestral, por meio da sua voz, composição musical e letra. Seus dreadlocks, destaque na arte da capa, produzida por ele, refletem a alma do projeto que vai além da negritude raiz. “É um trabalho em que o ego ficou de fora e deu espaço para manifestação de mensagens e reflexões, que vão de amor ao protesto. E, embora cada canção revele um sentido diferente, todas passeiam nas vertentes africanas”, frisa o músico.

O álbum conceito também faz referência à Iemanjá, já que o dia escolhido para o seu lançamento milhares de brasileiros, adeptos das religiões de matriz africana e adoradores, homenageiam o orixá, conhecido como a rainha do mar.

AFRO está disponível em todas as plataformas digitais“Ouça e escolha o seu hino.”, sugere o artista que promete levar a mensagem em diversos ritmos: afoxé, axé, afro beat, candombe, samba, samba reggae, forró e reggae.

Gravado em Los Angeles com selo independente, o disco AFRO tem percussão assinada por  Japa System e conta com a participação dos baixistas Cesário Leony e Elpídio Bastos em algumas faixas ao lado de Douglas Felipe, no teclado. E ainda, Marcelo Sabóia, responsável pela mixagem e masterização.

 

Sobre Douglas Felipe

 Integrou a banda Olodum entre 1993 e 1999  e com ela lançou cinco álbuns e rodou o mundo apresentando-se em mais de 80 países ao lado de bandas e músicos, dentre eles, Ziggy Marley, Inner Circle, Luke Dube, Big Mountain,: Sadao Watanabe , Carlos Toshiki , Bjork, Isaac Hayes  e Maxi Priest. E com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Sandra de Sá, Jorge Ben Jor, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Chico Science e Nação Zumbi.

Como membro do Olodum, acompanhou a gravação do clipe “They don’t care about us”, na Bahia, lançado pelo rei do pop, Michael Jackson.

Em 1999, participou da turnê “Omelete Man”, como tecladista da banda do Carlinhos Brown. É parceiro do Carlinhos Brown, na canção “Vai Rolar”, incluída no disco “Bahia no Mundo – Mito e Verdade, de 2001, e sucesso na carreira do baiano.

Em Los Angeles desde 2001, já trabalhou com  artistas como Boom Shaka, Pato Banto e Elijha Rock. Estudou no Los Angeles Record Workshop , tempo em que compôs novas canções world music.

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