Morte de profissionais de saúde é lembrada no Plenário

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Outros assuntos abordados foram a vacina contra Covid-19, Dia dos Veterinários, servidores da MGS e aniversário do Psol

As mortes causadas pelo novo coronavírus entre os profissionais de saúde foram um dos temas abordados durante a Reunião Ordinária de Plenário desta quarta-feira (9/9/20), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De acordo com o deputado Carlos Pimenta (PDT), 240 médicos já morreram de Covid-19 no Brasil, além de 500 outros profissionais de saúde.

Carlos Pimenta também lamentou a suspensão dos testes para a vacina contra o novo coronavírus, decidida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, do Reino Unido. Ele considerou inadequada a forma como a farmacêutica divulgou a informação, uma vez que apenas um voluntário entre 40 mil, em todo o mundo, apresentou um problema grave, a mielite transversa.

O deputado lembrou que o governo federal está investindo muitos recursos na vacina da Universidade de Oxford, por meio de um convênio que permitirá à Fiocruz produzi-la. A previsão é de que sejam investidos R$ 2 bilhões.

Veterinários – O deputado Coronel Henrique (PSL), que é formado em medicina veterinária, celebrou o dia nacional desta profissão, comemorado neste 9 de setembro. Ele também repudiou as críticas feitas ao governo federal, em decorrência da nomeação do médico veterinário Laurício Cruz para coordenar o Programa Nacional de Imunização, em 28 de agosto. Coronel Henrique afirmou que todos devem compreender que a saúde é única, seja ela humana, animal ou ambiental.

Um exemplo dessa unidade, segundo ele, é a importância dos médicos veterinários para a prevenção de epidemias tais como a Covid-19. Ele lembrou que, segundo apontam os estudos, a doença teria surgido a partir das más condições sanitárias de um mercado de animais na cidade de Wuhan, na China.

Privatização – O deputado Betão (PT) criticou o Governo do Estado pelo tratamento dado aos trabalhadores da MGS, empresa pública estadual de serviços gerais. Ele afirmou que o governador Romeu Zema, durante a campanha, prometeu aos empresários do setor que privatizaria a MGS. Betão acrescentou que, para isso, o governador vem prejudicando os servidores a fim de fragilizar a empresa.

De acordo com Betão, os vigias da MGS que trabalham no interior de Minas estão protestando por receberem menos que os colegas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Outro protesto, segundo ele, partiu dos trabalhadores da empresa que atuam na Cidade Administrativa e não contam com transporte público após as 20 horas, em decorrência da pandemia.

O deputado petista também alertou para a ameaça que a reforma administrativa proposta pelo governo federal representa para os servidores públicos em geral. Segundo ele, com esse projeto, o governo federal pretende acabar com a estabilidade do servidor público, com a progressão por tempo de serviço e com a data-base.

Aniversário – A deputada Andréia de Jesus prestou uma homenagem ao seu partido, o Psol, que completa 15 anos no dia 15 de setembro. “No momento em que muitas instituições desse País estão ruindo, nós seguimos firmes”, afirmou. “Nossa coerência continua mantida”, ressaltou, incluindo em seu pronunciamento um protesto contra duas propostas que tramitam no Congresso Nacional.

Andréia de Jesus criticou o Projeto de Lei (PL) federal 1.581/20, que perdoou dívidas tributárias de igrejas, que somariam R$ 1 bilhão. Ela afirmou que não se pode tratar da religiosidade apenas no campo financeiro. Ela também criticou o PL federal 1.485/20, que aumentou as penas para os crimes cometidos na administração pública. Em sua avaliação, a prioridade para combater a corrupção deve ser criar melhores condições de participação e fiscalização populares na política.

Fotos:Luiz Santana

Fonte: https://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2020/09/09_plenario_oradores.html

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