PATRIMÔNIO DA CONTAGEM DAS ABÓBORAS

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Ailson Leite
Historiador

“Em 1716, o Brasil era colônia de Portugal. A coroa portuguesa instalava postos de registros em várias cidades brasileiras para fiscalização e arrecadação de impostos. Um posto de registro foi instalado na Região das Abóboras.
Em torno dela, surgiu o povoado “Arraial de São Gonçalo da Contagem das Abóboras”.
O nome Contagem faz referência à contagem das cabeças de gado, de escravos e mercadorias que eram taxadas no posto de fiscalização. Em 30 de agosto de 1911, Contagem foi transformada em município. Com a expansão Industrial no Brasil, a cidade foi escolhida para ser um polo industrial do Estado. Nas décadas de 60 e 70, foram criados a Cidade Industrial Juventino Dias e o Centro
Industrial de Contagem (Cinco).” Segundo o site do CEFET MG
O patrimônio arquitetônico da cidade de Contagem, é repleto de
casarões e igrejas, tombados pelo município e infelizmente, abandonados pelo poder público e pela sociedade civil num todo, mas o nosso povo, vem se mobilizando de forma exemplar por essa
nossa riqueza que, conta a nossa história. Um exemplo bem claro e
atual, é o da Estação ferroviária Bernardo Monteiro, datada de 1910,
que através de esforços deste colunista, e intervenções da imprensa e apoio do COMPAC, conseguiu a revitalização e futura instalação de um centro cultural, com previsão de inauguração ainda no final de 2019.
Mas ainda é muito pouco, perto de tanto abandono, espalhado pela cidade, é por isso, que, juntamente com o Movimento Abrace a Casa de Cacos, o coletivo Conectando a cidade, Instituto Imersão Latina, Boi Rosado Ambiental e SOS Vargem das Flores, promoveram no domingo dia 29 de setembro, a I Caminhada EcoCultural de Contagem. O evento teve por objetivo dar visibilidade a situação de abandono de alguns patrimônios culturais e naturais do município. Também será uma forma de fortalecer a luta da comunidade em defesa destes bens e combatendo ameaças como a da extinção da
Lagoa Vargem das Flores.
A caminhada com intervenções culturais começa na casa da Cultura Nair Mendes e termina no Parque Fernão Dias. Durante o percurso acontecerão paradas breves para algumas performances artísticas
em frente a alguns patrimônios abandonados, como a Cine Teatro, Casa de Cacos e a capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição (Bernardo Monteiro), contando com intervenções culturais de Grupo Rei Tumbá (Boi Rosado), Grupo Trama e
Grupo Corurbana, Apoema Sarau Livre, Projeto “Eu Rio” com Brenda Marques e Leci Strada e ainda do movimento SOS
Vargem das Flores. E ainda, encerrou com o plantio de árvores no parque Fernão Dias, chamando a atenção para mais esse
espaço, que está fechado e sempre foi um espaço de lazer do povo
de Contagem.
Continuem abraçando as ideias de preservação ao patrimônio da
cidade, cola com a gente!

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