Produção industrial de Minas Gerais recua -4,1% em dezembro

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  A produção industrial de Minas Gerais apresentou, em dezembro de 2019, um recuo de -4,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, marcando a terceira taxa negativa consecutiva e acumulando perda de 8,7% nesse período. Doze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas, sendo que Mato Grosso (-4,7%), Rio de Janeiro (-4,3%) assinalaram os recuos mais acentuados. Por outro lado, Paraná (4,8%) e Pará (2,9%) apontaram os avanços mais elevados nesse mês.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de
-1,2% em dezembro de 2019, com sete dos quinze locais pesquisados apontando resultados
negativos. Espírito Santo (-24,8%) e Minas Gerais (-13,6%) assinalaram os recuos mais
intensos, pressionados, principalmente, pelas quedas observadas nos setores de indústrias
extrativas. Bahia (-4,7%), Goiás (-2,6%) e São Paulo (-1,6%), também registraram taxas
negativas mais elevadas do que a média da indústria (-1,2%), enquanto Rio Grande do Sul (-
0,6%) e Pernambuco (-0,4%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse
mês. Por outro lado, Amazonas (12,2%) apontou o avanço mais intenso em dezembro de
2019. Rio de Janeiro (4,5%), Ceará (4,5%), Região Nordeste (3,8%), Paraná (2,5%), Pará
(1,4%), Santa Catarina (1,1%) e Mato Grosso (0,9%) também mostraram positivas nesse mês.
Em bases trimestrais, o setor industrial, ao recuar 0,6% no quarto trimestre de 2019,
permaneceu com o comportamento negativo observado desde o último trimestre de 2018 (-
1,3%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. Espírito Santo (de -14,9%
para -23,5%), Pará (de 4,5% para -1,9%) e Minas Gerais (de -5,0% para -8,5%) apontaram as
principais perdas entre o terceiro e o quarto trimestre de 2019.
No indicador acumulado para o período janeiro-dezembro de 2019, frente a igual
período do ano anterior, a redução observada na produção nacional alcançou sete dos quinze
locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-15,7%) e Minas Gerais (-5,6%).
Região Nordeste (-3,1%), Bahia (-2,9%), Mato Grosso (-2,6%), Pernambuco (-2,2%) e Pará (-
1,3%) registraram as demais taxas negativas e todas mais acentuadas do que a média da
indústria (-1,1%). Por outro lado, Paraná (5,7%), Amazonas (4,0%) e Goiás (2,9%) apontaram
os avanços mais elevados no índice acumulado no ano.
A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao assinalar recuo de
-1,1% em dezembro de 2019, mostrou redução na intensidade de perda frente aos resultados
dos meses anteriores. Em termos regionais, sete dos quinze locais pesquisados registraram
taxas negativas em dezembro de 2019. Minas Gerais apresentou um indicador de (-5,6%),
assinalando uma das maiores perdas entre os dois períodos ao passar de -4,5% para -5,6%.

Em Minas Gerais, observa-se um avanço de apenas quatro das 13 atividades
divulgadas, em relação a igual mês do ano anterior. Os avanços foram das atividades de
fabricação de produtos têxteis (52,1%), fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e
equipamentos (9,2%), fabricação de produtos do fumo (4,2%) e fabricação de bebidas (2,3%).
Por outro lado, os principais recuos podem ser observados na indústria extrativa (-38,6%),
fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-35,7%), fabricação de produtos de outros
produtos químicos (-12,5%) e fabricação de produtos de minerais não metálicos (-11%).

Fonte: IBGE

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