Um vice de respeito? Joaquim Barbosa é cobiçado por presidenciáveis

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Joaquim Barbosa (PSB), é cobiçado por presidenciáveis. O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STF), anunciou, essa semana, que não seria candidato ao cargo

Por João Vitor Viana

O tempo está se esgotando e as alianças políticas vão se formando. Os bastidores das eleições de outubro, seja para qual cargo for, estão “em polvorosa” e, quando se trata do cargo máximo do Executivo, mais ainda.
Recentemente, o ex -presidente do Superior Tribunal de Justiça (STF), Joaquim Barbosa (PSB), anunciou, pelo Twitter, que não será candidato ao pleito. No entanto, não afirmou, categoricamente, se seria uma opção para composição de chapa. Prendendo-se a isso, partidos políticos buscam o servidor público aposentado para uma aliança ao Palácio do Planalto. Em quarto lugar nas prévias à corrida presidencial, Barbosa é visto como o “ponto de equilíbrio” de uma chapa vencedora. Além de levar os 10% de intenção de voto, traria uma confiança às propostas
do candidato principal. Até o momento, 22 pré-candidatos se colocaram à disposição para a disputa presidencial e, independentemente da posição política, boa parte deles já sonham em ter Barbosa como vice. Para se ter uma ideia,
Joaquim Barbosa apareceu à frente do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O pré-candidato, aliás, já se posicionou favorável a uma possível aliança: “Se dependesse de mim, já estávamos juntos com o PSB. Agora, temos que respeitar. É outro partido, tem uma lógica própria. Vamos aguardar. Tenho um grande respeito pelo Joaquim Barbosa. Aliás, tinha declarado isso reiteradamente, por questão de valor, espírito público, preparado, serviço prestado ao Brasil”.
A pré-candidata da Rede, Marina Silva, disse que a decisão de Barbosa ainda é muito recente e é preciso dar tempo ao PSB para debater a decisão. Para o pré-candidato Álvaro Dias (Podemos), ainda é difícil avaliar qual candidatura vai beneficiará com a decisão de Barbosa. O pré-candidato do PRB à Presidência, empresário Flávio Rocha, também está de olho nos eleitores de Barbosa: “Os votos são de eleitores que demandam mudança e renovação. Nosso projeto pode ser o escoadouro desses votos. Joaquim é uma das pessoas mais importantes da história recente do Brasil”.
Já Jair Bolsonaro (PSL) teve um posicionamento diferente. Para o pré-candidato, a saída de Barbosa mostra que “ele não quer ajudar o Brasil”. “Mas tudo bem, estou sozinho nessa”, alfinetou. Posição do PSB O presidente nacional
do PSB, Carlos Siqueira, disse ser “compreensível” a decisão de Barbosa. “Ele (Barbosa) nos avisou. Ligou agradecendo muito ao partido, disse que refletiu muito e que tinha decidido não ser candidato.”, afirmou Siqueira. Segundo ele, Barbosa alegou questões de foro íntimo para não disputar. “Disse a ele que era compreensível, porque é uma decisão de foro muito íntimo ser ou não candidato numa eleição”, afirmou, sem explicar quais seriam essas
questões.
Na opinião de Siqueira, a desistência de Barbosa não chega a ser uma surpresa: “Estivemos juntos na semana passada, tomamos uma série de decisões, mas ele recuou. Essa dúvida ele sempre teve”. “Nunca asseguramos a legenda para ele, assim como ele nunca assegurou para nós que seria candidato. Então, estava dentro do combinado”, acrescentou. O presidente disse que o partido vai discutir o que fazer a partir de agora nas próximas semanas.

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