Consignado lidera ranking de reclamações no Procon Assembleia em 2025

Consignado lidera ranking de reclamações no Procon Assembleia em 2025

Segmento respondeu por 7,3% do total de queixas recebidas pelo órgão

Das 2.827 reclamações registradas no Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no ano passado, 206 (7,29%) foram contra o segmento de empréstimo consignado. Somado às queixas referentes ao empréstimo pessoal, esse índice sobe para 11,15%. O cartão de crédito foi o vice-campeão em reclamações, com 6,86%. Em terceiro no ranking aparecem as associações de aposentados e seus descontos indevidos, com 5,13% do total. Completam a lista dos cinco piores segmentos o de eletrodomésticos e o “combo” (pacote de TV por assinatura, telefonia e internet).

Assunto

Reclamações

Percentual

Empréstimo consignado 206 7,29%
Cartão de crédito 194 6,86%
Associações de aposentados 145 5,13%
Eletrodomésticos e eletroeletrônicos 125 4,42%
Combo 116 4,1%

Cobrança indevida – As reclamações referentes a cobranças indevidas ou abusivas foram os principais problemas relatados pelos consumidores em 2025. Do total de queixas registradas, 1.124, ou 40,1%, se referem a essa situação. Tiveram destaque também as reclamações sobre descumprimento de contratos, fraudes e atraso ou não entrega de produtos.

 

Empresas – No ranking por empresas, o Procon Assembleia registrou o seguinte resultado:

 

Empresa

Reclamações

Percentual

Claro 93 3,1%
Vivo 88 2,9%
Copasa 85 2,8%
Banco BMG 81 2,7%
Caixa Econômica Federal 75 2,5%

Golpes – Além das queixas contra fornecedores regulares, o Procon Assembleia percebeu um volume maior no número de cidadãos, principalmente idosos, que têm procurado o órgão para denunciar golpes financeiros dos quais são vítimas. Esses consumidores são encaminhados diretamente à Delegacia de Polícia de Defesa do Consumidor para a devida investigação criminal.

O coordenador do Procon, Marcelo Barbosa, orienta que familiares fiquem atentos às ligações telefônicas e às mensagens de SMS ou Whatsapp recebidas pelos idosos. Golpistas se passam por funcionários de instituições financeiras para conseguirem informações pessoais das vítimas e, assim, provocarem desfalques em suas contas bancárias. “Nunca responda. Desligue o telefone ou apague a mensagem e bloqueie o remetente”, ensina Marcelo Barbosa.

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