“PEGA A VISÃO” TRANSFORMA SÃO GERALDO EM TERRITÓRIO DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA GRATUITA

“PEGA A VISÃO” TRANSFORMA SÃO GERALDO EM TERRITÓRIO DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA GRATUITA

Oficinas ofertadas no Espaço Cultural Suelly têm foco em estudantes da rede pública

Espaço Cultural Suelly Freire (av. Itaité, 418, São Geraldo), na Zona Leste de Belo Horizonte, entre abril e junho de 2026, será palco do projeto “Pega a Visão: Atividades de Formação e Reflexão”, que oferecerá seis oficinas artísticas gratuitas. As atividades são destinadas a estudantes da rede pública da capital mineira. Os interessados deverão preencher um formulário online (instagram.com/sfcultural). A iniciativa é viabilizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte – Modalidade Incentivo Fiscal, com patrocínio da Hexagon Mining. Mais detalhes sfespacocultural@gmail.com ou (31) 99952-0437.

“O projeto ‘Pega a Visão’ tem duas missões importantes: experimentação e pertencimento. Experimentação porque vamos levar muitos jovens a experimentar, a ter contato, com vivências artísticas que eles ainda não têm. E pertencimento porque todas as oficinas estão diretamente relacionadas com a realidade periférica de Belo Horizonte”, destaca Leonard Henrique, gestor do Espaço Cultural Suelly Freire e idealizado, ao lado de Tiça Pinheiro, do projeto “Pega a Visão”.

Contação de História, Dança Afro, Danças Urbanas, Passinho de BH, Rima e Trança Afro compõem o conjunto de oficinas do projeto “Pega a Visão”, que articula técnica, repertório e reflexão crítica a partir das matrizes da cultura urbana e afro-brasileira. Cada linguagem será conduzida por artistas com trajetória consolidada em seus territórios de atuação: Rosilda Figueiredo (Contação de História), Carlos Afro (Dança Afro), Marlon Castro (Danças Urbanas), Marcelin (Passinho de BH), Monge MC (Rima) e Lorena Lopes (Trança Afro). A iniciativa estrutura um espaço de formação simbólica em que corpo, palavra e estética operam como ferramentas de leitura de mundo e afirmação identitária.

“Este projeto está no nosso DNA. O Espaço Cultural Suelly Freire nasceu de uma antiga escola de dança. Assim, a ideia de formação, de proporcionar intercâmbio entre artistas, está no nosso DNA. Daí, a vontade de a gente oferecer à comunidade estas oficinas”, explica Leonard.

As vagas são destinadas para estudantes matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio ou EJA (Educação de Jovens e Adultos) da rede pública de BH. Interessados de outras redes poderão se inscrever e serão convocados em caso de vagas remanescentes. O preenchimento ocorrerá por ordem de inscrição, com formação de lista de excedentes. Candidatos que deixarem de comparecer às duas primeiras aulas cedem lugar aos demais inscritos. “A gente espera atingir a marca de 120 jovens vivenciando arte, quando, depois de três meses, eles vão ter se apropriado e vão se expressar na mostra de resultados”, revela o gestor.

MOSTRA. Em julho de 2026, o processo formativo culminará na Mostra Pega a Visão, que será aberta ao público e que terá como fio condutor os percursos criativos desenvolvidos ao longo das oficinas. O encontro tem como missão mostrar que a formação artística, quando pensada a partir das periferias e de suas matrizes culturais, opera como gesto de autonomia e reescrita de narrativas.

Projeto “Pega a Visão: Atividades de Formação e Reflexão”

Oficinas: abril a junho de 2026

Local: Espaço Cultural Suelly Freire (av. Itaité, 418, São Geraldo) – BH

Inscrições: de 2 a 27 de março

Mais detalhes: https://www.instagram.com/sfcultural/

E-mail: sfespacocultural@gmail.com

WhatsApp: (31) 99952-0437

FOTO DENIZARD DENNIS/DIVULGAÇÃO

ESPAÇO CULTURAL SUELLY FREIRE

Instalado em um imóvel que durante anos abrigou uma escola de dança responsável pela formação de diversos artistas atualmente em circulação pelo Brasil, o Espaço Cultural Suelly Freire, fundado em 1982, consolida-se como território de encontro e experimentação. Ao dialogar com a multiplicidade da cultura periférica de Belo Horizonte, o local reafirma seu compromisso com ações formativas continuadas e com o fortalecimento da produção artística local. “Hoje, o nosso espaço tem um parceria com uma escola integrada, em que os alunos dessa instituição praticam circo aqui. Além disso, nós temos uma parceria com a Quadrilha São Gererê, em que eles ensaiam no nosso espaço e fazem também reuniões. E, desde o ano passado, após um projeto de ocupação, grupos usam o Espaço Cultural Suelly Freire como sala de ensaio de forma totalmente gratuita”, explica o gestor Leonard Henrique.

VAPOR COMUNICAÇÃO

FOTO:DENIZARD DENNIS/DIVULGAÇÃO