Em Contagem, projeto fornece óculos de grau para estudantes numa parceria entre prefeitura e Fundação ArcelorMitta
“Ver e Viver” fornece óculos de grau para estudantes da rede municipal
Projeto acontece em parceira da Prefeitura de Contagem com a Fundação ArcelorMittal e, em 2026, atende quatro escolas
Para a garantia de uma educação de qualidade, é necessário que haja constante acompanhamento na saúde e bem-estar dos estudantes. Um dos fatores que colaboram para uma boa evolução pedagógica é a busca pela correção de dificuldades visuais apresentadas durante o período escolar. Esse é o objetivo do Projeto “Ver e Viver”, iniciativa da Fundação ArcelorMittal que acontece em diversas escolas do Brasil e que conta com o apoio da Prefeitura de Contagem.
O projeto acontece desde 2000 e visa corrigir problemas relacionados à dificuldade de enxergar de estudantes da rede pública. Neste ano, em Contagem, está acontecendo em quatro escolas de diferentes regiões: E.M. Virgílio de Melo Franco, Industrial; E.M. Maria do Carmo Orechio, em Vargem das Flores; E.M. Glória Marques Diniz, Nacional; e na E.M. Coronel Joaquim Antônio da Rocha, na Ressaca.
A iniciativa reuniu 514 estudantes do 1° ano do ensino fundamental dessas instituições. Todo o processo, desde a escolha das escolas até a execução da ação, é um alinhamento entre a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação, que teve como parceira no município a empresa Belgo Arames. As seleções das escolas são realizadas buscando atender um público que apresenta maior vulnerabilidade econômica.
Os estudantes, então, passam por um processo de triagem para identificar as crianças que apresentam alguma dificuldade para enxergar. Essa avaliação é feita pelos próprios professores, que recebem uma capacitação e utilizam a escala Snellen para colaborar nesse processo. Caso, por exemplo, da professora Rosalina Freitas, da E.M. Glória Marques.
“Colocar o aprendizado em prática com as crianças foi uma experiência rica e nova para mim.
No início eles achavam que o teste era uma brincadeira, mas logo se concentraram e colaboraram.
Junto com outro colega conseguimos triar dezenas de crianças”.
Professora Rosalina Freitas, da E.M. Glória Marques.
“Muitas vezes enxergam o programa como distribuição de óculos, mas o que a gente quer favorecer
para essas crianças é que elas tenham processos de aprendizado, esse acesso, tal qual uma
criança que não tenha dificuldade visual”, destacou a, também, gestora do projeto.
Analista de Relacionamentos e Território da Arcelor, Raiene Oliveira
“Esse é um projeto que repercute na vida inteira de uma pessoa. Ele vem para a gente
conseguir ajudar essas crianças que às vezes não tem possibilidade de identificar um problema
por conta própria. Isso acarreta um desenvolvimento não só para a criança, mas para a família e a cidade”.
Médico oftalmologista, Luiz Gustavo Vilela

