“Meu Rolê” oficializa atividades do ano com encontro e expande equipe

“Meu Rolê” oficializa atividades do ano com encontro e expande equipe

O “Encontrão Meu Rolê”, nessa quarta-feira (25/2), no Parque Ecológico do Eldorado, marcou a oficialização das atividades do projeto para 2026. A iniciativa, que promove a integração entre saúde mental e assistência social, celebrou também a ampliação de sua estrutura. Neste ano, o projeto conta com o aumento do quadro de educadores sociais, garantindo a presença de dois profissionais em cada distrito sanitário do município. O evento reuniu cerca de 60 crianças e adolescentes, contando com a colaboração do Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil (CAPSi).

Durante o encontro, os participantes do projeto “Meu Rolê”, apelidados carinhosamente de “rolezeiros”, tiveram à disposição diversas atividades, incluindo pintura facial, desenhos, grafite, queimada, futebol e pingue-pongue, além do café da manhã e almoço.

O “Meu Rolê”, iniciativa da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Secretaria de Saúde de Contagem, utiliza a arte, a cultura, o brincar e o esporte como estratégias de cuidado e proteção. Seu desenvolvimento se dá por meio de ações, oficinas e atividades com base territorial, promovendo a ocupação de espaços da cidade.

A proposta é ampliar o cuidado em saúde mental para além do modelo médico convencional, focado apenas em consultas e medicamentos, explica a articuladora de território do projeto, Débora Favaro. “Utilizamos a cultura, a ocupação dos espaços da cidade e a arte no sentido amplo, como grafite, pintura, música e outras maneiras de expressão, como ferramentas de cuidado. A presença de arte-educadores e oficineiros traz uma linguagem mais próxima da idade e da realidade deles, complementando o olhar da saúde. Tudo isso promove socialização, circulação e pertencimento”.

Segundo a articuladora, o foco é compreender as necessidades e potencialidades de cada indivíduo, oferecendo orientação para a inserção escolar e também para o mercado de trabalho. “É uma parceria potente entre arte e saúde, construída no território e na vida real desses jovens”.

O educador social do “Meu rolê” Jefferson Ahzul explica que o projeto oferece uma oportunidade de expressar ideias, explorar interesses e desenvolver habilidades em um ambiente acolhedor. “O projeto se aproxima da comunidade para compreender suas fragilidades, ao mesmo tempo em que identifica e valoriza as potencialidades presentes entre as crianças e adolescentes”.

I. O., de oito anos, detalhou as atividades de que mais gosta e das quais participa no projeto. “Eu adoro brincar, desenhar, colorir e participar das atividades propostas pelos educadores”.

Para ter acesso ao atendimento do projeto, é necessário um encaminhamento, feito pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantil. Essas unidades são as responsáveis por avaliar os casos e realizar os devidos encaminhamentos.

Autor: estagiário Gustavo Oliveira sob supervisão da jornalista Natália Rosa / edição: Vanessa Trotta / Foto: Fábio Silva