Sargento da PM suspeito de matar capitã vai ficar preso preventivamente

Sargento da PM suspeito de matar capitã vai ficar preso preventivamente

Policial militar passou por audiência de custódia em BH; autos tramitam em sigilo

O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, investigado pela morte da esposa, a capitã PM Michele Leão Azevedo, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (22/7).

A decisão, proferida em audiência de custódia, é do juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca de Belo Horizonte.

O magistrado entendeu que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública”.

Na terça-feira (21/7), o juízo havia decretado segredo de Justiça do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD), restringindo o acesso público a informações do processo, com a intenção de resguardar direitos fundamentais dos envolvidos, como a intimidade e a vida privada.

Lesões
Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o policial militar foi preso em flagrante após levar a esposa, já morta, ao Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste da Capital. A policial apresentava múltiplas lesões pelo corpo e, segundo a médica responsável pelo atendimento, tinha um quadro de assistolia, compatível com parada cardiorrespiratória instalada há tempo considerável.

Ainda conforme o BO, a equipe médica identificou múltiplas lesões pelo corpo da capitã, entre elas traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na região frontal da cabeça. Diante dos indícios de violência, a Polícia Militar foi acionada.

Na audiência de custódia, o juiz Antônio Francisco Gonçalves determinou a expedição do mandado de prisão preventiva do sargento militar e intimou sua defesa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a se manifestarem. Agora, será dado encaminhamento para as etapas seguintes da investigação criminal e da ação penal.

 

 

Diretoria de Comunicação Institucional – Dircom / TJMG – Unidade Fórum Lafayette / Legenda da foto: A decisão é do juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte (Crédito: Marcelo Almeida / TJMG)